Bolsa-Atleta atende selecionados do boliche para o Pan do México

por Carla Belizária (Ascom  Ministério do Esporte - http://www.esporte.gov.br)
Informe n.º 47/2011 - Brasília, 23 de março de 2011

Quando a seleção brasileira de boliche entrar na pista para a disputa de medalha nos Jogos Pan-Americanos, em outubro deste ano, em Guadalajara, no México, o programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, estará representado. Dos quatro atletas, três são bolsistas e um já foi beneficiado pelo programa.

Marcelo Suartz, Márcio Vieira, Marizete Scheer e Stephanie Martins venceram a seletiva nacional realizada no início deste mês, no Rio de Janeiro.


Márcio Vieira, Stephanie Martins, Marizete Scheer, Marcelo Suartz

Marcelo, Marizete e Stephanie são bolsistas da categoria internacional do Bolsa-Atleta. Marizete Scheer, que sempre trabalhou como funcionária de casas de boliche, está desempregada. Ela afirma que se não fosse a Bolsa-Atleta não conseguiria praticar o esporte. “Com esse recurso pago as despesas de viagens durante os torneios, inscrição, hospedagem e alimentação”.

Marcelo Suartz e Stephanie Martins são atletas de São Paulo que cursam Administração e Marketing na faculdade Webber International, em Orlando, nos EUA. Ambos são bolsistas universitários, outro benefício obtido graças ao excelente desempenho que têm apresentado no boliche. Os dois jogadores fazem seis viagens ao Brasil por ano para treinamentos.

Márcio Vieira é o jogador mais antigo da seleção. O ex-bolsista foi o primeiro da equipe a contar com essa ajuda. Morador do Rio de Janeiro, ele afirma que a Bolsa-Atleta faz diferença. “Permite que os jovens praticantes do esporte não sacrifiquem o orçamento familiar com as despesas relativas à manutenção do esporte”.

Seletiva
Organizada pela Confederação Brasileira de Boliche (CBBOL), a seletiva foi disputada durante seis dias, com a realização de 36 partidas. Para o secretário-geral da CCBOL, Cesar Maciel, é essencial a ajuda financeira mensal que três dos quatro selecionados recebem do Ministério do Esporte. “Não temos muitos recursos, com isso a Bolsa-Atleta cresce ainda mais em importância”, admitiu.

Maciel destacou ainda a importância dos novos critérios de concessão da Bolsa-Atleta adotados pelo governo federal. “A garantia de até 15% dos recursos para esportes não olímpicos, com prioridade para modalidades do programa dos Jogos Pan-Americanos, permite uma melhor preparação da equipe”.